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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

DESMORONAR II

SEUS OLHOS FITAM MINHA ALMA
TÃO PROFUNDO, NUM MAR DE CALMA
SUA BOCA CONVIDA OUSADA
A MINHA JAZ ABANDONADA

CABELOS NOS OLHOS DISFARÇA
QUERO TIRÁ-LOS NUM MOMENTO
DE UM LEVE TOQUE QUE PASSA
EM SEUS LÁBIOS SEDENTOS

OS CONTORNOS DOS OLHOS PERDIDOS
NA IMENSIDÃO DE UM ALENTO
AR QUENTE EXALA EM OUVIDOS
SURDOS SEM TÍMPANOS

O ARREPIO QUE PERCORRE A PELE
PELO PESCOÇO DESCE
TODO CORPO PADECE
SENTIR QUEM MERECE

SEM LUTA OU RESISTÊNCIA
PROVOCAS MINHA SALIÊNCIA
EM SER MAIS OUSADA..EM NADA
EU PERDIDA E SUFOCADA

BUSCAR O GOSTO AMARGO
VER CORPOS GRUDADOS
INCANSÁVEIS E ESGOTADOS
NO ESCURO ENCOSTADOS

DESVENDAR-ME NÃO PODIA
ATÉ SER O TUDO NO NADA
COM MINHA ALMA PERDIDA
ASSIM FUI SEPULTADA

PERTO DE TODO PERIGO
NAQUELAS ASAS EU SENTIA
AQUI HÁ SEMPRE UM ABRIGO
FOSSE DE NOITE OU DE DIA

O ABRAÇO QUE POSSUI O PERIGO
ONDAS IMENSAS NOS PERCORREM
SILÊNCIO...SÓ OUÇO UM SUSPIRO
TE PRECISO PARA IR ALÉM!!!

Astarty/Viviane

domingo, 17 de outubro de 2010

IMPERIUS...


As mudanças são passageiras,

Os momentos fluem pelo presente.

Temos pouco tempo para tudo.

A vontade de fazer nos anima,

Não nos convém o nada de negação;

Uma vida morta em compasso de espera,

Um lugar reservado no mundo que virá.

Hoje, voaremos com asas próprias,

Viveremos entre os deuses

E não lhes seremos estranhos.

Não desviaremos o olhar

Do que não queremos ver.

Abandonaremos a sacrossanta covardia da fé

E abraçaremos a suprema aventura da incerteza,

Reconheceremos a nossa dúvida de cada dia.

Exerceremos legitimamente a genuína liberdade,

Tomaremos de volta nossas escolhas subtraídas,

Decidiremos sem temor nosso destino.

Agiremos a qualquer instante sem hesitação,

Sempre conscientes do risco que temos de errar;

Não necessitaremos dos subterfúgios consagrados,

Doadores da fácil e vazia crença do acerto certo.

Resgataremos nossa dignidade

Relegada ao esquecimento,

Reassumiremos nossa identidade

Renegada pela estupidez.

Agora só cometeremos atos

De nossa inteira responsabilidade.

Desmascaremos o perdão

Como atitude mesquinha e perniciosa;

Como a maior demonstração

De desrespeito e desprezo pelo próximo.

Também repudiaremos todo desejo

De ser perdoado e viver impune.

E, assim, gritaremos a plenos pulmões,

Sem pudor de ofender os ouvidos secos:

Deixem morrer o homem moribundo;

Parem de perpetuar a sua agonia;

Livrem-no de sua mortalha milenar

Feita de madeira, cravos e espinhos!

Ela que é renovada, ao longo dos tempos,

Pela ignorância, pela auto-indulgência,

Pelo ressentimento e pelo desespero.

Escute os ventos....

Que o sussurrar dos ventos...
Te leve um beijo eterno e carinhoso
E me deixe no teu pensamento...
Para que a distancia...
Não apague em ti a minha existencia...

Os encantos

Os encantos
Eles nunca se acabam....